terça-feira, 2 de novembro de 2010

A importância do tempo

Prof. Felipe de Aquino

O melhor presente é o tempo presente, por isso é preciso aproveitá-lo bem. Há uma ciência para utilizar o tempo. Não se trata de fazer as coisas correndo, mas de não desperdiçá-lo com coisas sem sentido.
Para viver bem é preciso saber usar o tempo; é nele que construímos a nossa vida. Cada momento de nossa existência tem consequências nesta vida e na eternidade. Por isso, não podemos ficar “matando o tempo”; pois seria o mesmo que estar matando a nossa sua vida aos poucos.

Na verdade, o presente é a única dádiva que temos, porque o passado já se foi e o futuro a Deus pertence. Viva intensamente o presente e tenha sempre em mente que a pessoa mais importante é essa que está agora na sua frente. O trabalho mais importante é este que você está fazendo agora; o dia mais importante da vida é este que você está vivendo hoje; o tempo mais importante é o agora.

Alguns me perguntam como consigo fazer tantas coisas; a resposta é simples: se não perder tempo, pode-se para fazer tudo que é importante. É claro que precisamos priorizar as atividades. Viver é como escrever um livro, cujas páginas são nossos atos, palavras, intenções e pensamentos. As coisas pequenas, mas vividas com amor, assumem um valor elevado; enquanto muitos momentos aparentemente brilhan­tes são comparáveis a bolhas de sabão.

Abrace com toda força as oportunidades que você tiver para crescer nos estudos e numa profissão. A vida não nos dá muitas chances, e se você não as aproveitar bem, poderá chorar mais tarde.

Nunca fique sem fazer nada, ainda que você esteja desempregado ou de férias; pois sabemos que “mente vazia e desocupada é oficina do diabo”. Descansar não quer dizer ficar sem fazer nada, é mudar de atividade. Mesmo no campo ou na praia de férias, você pode fazer algo que o descanse e que seja útil.

Se fizermos as contas, veremos que todas as manhãs são creditados 86.400 segundos para cada um de nós; e todas as noites este saldo é debitado como perda e não nos é permitido acumulá-lo para o dia seguinte. Todas as manhãs a sua conta é reiniciada, e todas as noites as sobras do dia anterior se evaporam.
Não há volta. Você precisa aplicar, vivendo o presente, o seu depósito diário. Invista, então, no que for melhor, em bens definitivos e não fugazes. Faça o melhor cada dia.

Para você perceber o valor de um ano, pergunte a um estudante que repetiu de ano. Para perceber o valor de um mês, pergunte para uma mãe que teve o seu bebê prematuramente.
Para você perceber o valor de uma semana, pergunte a um editor de jornal semanal. Para perceber o valor de uma hora, pergunte aos namorados que estão esperando para se encontrar.
Para você perceber o valor de um minuto, pergunte a uma pessoa que perdeu o ônibus. Para perceber o valor de um segundo, pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.
Para você perceber o valor de um milésimo de segundo, pergunte a alguém que conquistou a medalha de ouro em uma Olimpíada.

Lembre-se: o tempo não espera por ninguém. O dia de ontem é história, o de amanhã é um mistério, o de hoje é uma dádiva; por isso é chamado Presente!
Não deixe que o tempo escorra por entre os dedos abertos de suas mãos vazias. Segure-o de qualquer maneira para que ele vire eternidade.
Por que esperar amanhã para viver?
O presente está cheio do passado e repleto do futuro. O bom aproveitamento do dia de hoje é a melhor preparação para o dia de amanhã. O tempo é sagrado, porque o evento da salvação se inseriu no seu histórico; mas é preciso ter uma noção correta do uso do tempo. Alguns pensam que “tempo é dinheiro” e não conseguem parar. Não é assim.   

Emmir Nogueira tem uma bela reflexão baseada em Jacques Phillippe, autor de “Liberdade Interior” (Ed. Shalom, 2004), o qual nos ensina que há dois tempos: um exterior (contato pelo relógio) e outro interior (contado pelo amor). Transcrevo aqui uma reflexão desse livro:

"O tempo exterior é o tempo do fazer, do trabalhar, estudar, produzir, produzir, produzir. É o tempo das horas marcadas, das agendas lotadas, dos compromissos importantes e inadiáveis. É o momento que estressa, envelhece, desgasta e irrita. Período que me fecha em mim mesmo, que me leva a pensar mais em mim do que nos outros, tempo de receber e acumular. Tempo de usura."
"O tempo interior é o de ser, de trabalhar com gratuidade, estudar com extasiamento, produzir para o bem de todos, ainda que me 'prejudique'. É o momento de esquecer o relógio diante da necessidade do outro. Tempo das agendas, em cujas páginas sempre cabe mais uma horinha, tempo dos importantes e inadiáveis compromissos com a vontade de Deus."
"Tempo interior é o tempo que pacifica ao ser doado e rejuvenesce, porque tudo espera; tempo que refaz, porque tudo crê; paciente, porque tudo suporta. É quando me abro para o outro e para as boas surpresas de Deus, tempo de dar e partilhar; de gratuidade. É aquele tempo que se chama "paciência histórica", ciente de que Deus tem o comando de tudo; por isso não se apressa em julgar e se recusa a imprimir sentenças."

"Tempo interior é momento de quem ora, de amor registrado pelos relógios da eternidade, sem ponteiros nem dígitos; tempo que sempre sobra. É o tempo em que Deus vive, quando se partilha com Ele carregado dos seus segredos de amor. Tempo que "guarda tudo em seu coração", submete-se inteiramente à vontade do Senhor. O tempo da eternidade vivido no espaço que se chama hoje."

Usamos tanto a palavra URGENTE, que ela perdeu sua força. O que é urgente de fato? As nossas correrias? Não. Urgente é saber perguntar: qual o sentido de tudo o que estou fazendo? O mais iminente é saber agradecer a Deus o nascer do Sol que se repete a cada dia, é o relacionamento com os filhos, o abraço na esposa, é saber gastar o tempo com os outros. Urgente é não se esquecer de viver a vida.
As pessoas não se tornam grandes por fazerem grandes coisas. Fazem grandes coisas por serem grandes pessoas. Para ser grande é preciso, pacientemente, construir-se a cada dia.

Comunhão dos santos e finados

Dom Orani João Tempesta
http://www.cnbb.com/

No início de novembro celebramos a Solenidade de Todos os Santos e Dia dos Fiéis Defuntos. São celebrações, como a de Finados, que nos unem aos nossos irmãos e irmãs já falecidos, que se encontram na casa do Pai, “onde existem muitas moradas”, e, muitos já fazem parte na comunhão dos santos da Igreja celeste como os Santos e Santas.

O ensino católico da oração que fazemos está unido intimamente ao dogma de suma importância para compreendermos a nossa íntima união com os falecidos: o dogma da comunhão dos santos. Santos, aqui compreendidos, não são apenas os santos canonizados pela Igreja pura e simplesmente, mas todos aqueles que pelo batismo juntam-se aos que creem na Palavra do Senhor Jesus (cfr. Catecismo da Igreja Católica 958).

Com o termo comunhão dos santos afirmamos a existência de uma íntima união sobrenatural entre todos os que são membros do Povo de Deus.

Nessa comunhão estão todos os crentes que foram incorporados pelo batismo na Igreja. Pelo nascimento da água e do Espírito nos tornamos parte do corpo místico de Cristo, Sua Igreja. Tornamos-nos nela membros, uns com os outros, enquanto comunhão de vida na oração e na liturgia.Todos os que são de Cristo, estão unidos a Cristo. A vida de cada um é ligada de forma única e essencial em Cristo e por Cristo, o que não exclui a vida sobrenatural na Igreja.

Aliás, a Igreja é essencialmente uma comunhão dos santos, tanto entre os fiéis ainda caminhantes para a eternidade, como para os que já nesta se encontram. É um vínculo de amor e uma abundante e permanente troca de bens espirituais, que a todos beneficia na santidade.

Existe uma comunhão espiritual que nos une a todos os batizados, aqueles que morrem na fé e na graça, laços estes que não se rompem com a morte. A oração não tem limites, e seu poder não diminui nem com a distância nem com o passar do tempo. Como fruto de amor, ela é como um feixe de luz que penetra em nossa alma e nos coloca na presença do Salvador. Nós, cristãos desse mundo, não cortamos os nossos laços com a Igreja que já se encontra na presença do Pai, mas os que estão lá contam com as nossas orações, como nos diz a sua palavra: os que se aproximaram “da montanha de Sião, do Deus vivo, da Jerusalém celestial, e das miríades dos anjos”, e que fazem parte da “assembleia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram à perfeição.” (Hb 12, 22-23).

Desde os tempos apostólicos, baseada na crença da unidade e do poder da oração, e na comunhão do santos, sempre aconteceu a oração pelos que já se foram, para que estes intercedessem junto de Deus, e que eles também contassem com as nossas orações, tal como contaram em vida com o nosso amor e a nossa atenção. Lembremo-nos, por exemplo, da extrema veneração pelos mártires já nos primórdios da Igreja.

A ressurreição de Jesus aponta sempre para a plenitude da vida. Em toda a liturgia do Dia de Finados a Igreja quer, portanto, celebrar a vida. Lembramos a derrota do último inimigo (1Cor 15, 26). Viveremos no amor incomparável, no amor sem egoísmo, onde acontecerá a verdadeira partilha numa comunidade sem fronteiras e barreiras humanas, que tanto insistimos em levantar nesse nosso mundo. Nossa oração deve ser, sim, de agradecimento pela vida que nossos irmãos e irmãs têm agora em abundância.

Porém, celebrar o Dia de Finados significa professar a fé, a vida e a esperança. Para a escuridão da morte, que a todos angustia, temos, como cristãos, a certeza da ressurreição.

A celebração deve estar em torno da morte e ressurreição de Jesus, que é alimento constante na forma de viver uma fé sólida e que nos quer solidários no amor, inclusive com os falecidos. Solidariedade esta que nos compromete, quando devemos prosseguir firmes em nossa caminhada de fé, compelindo-nos na caridade para com o próximo e assumindo a nossa vida, já aqui, pelos que sofrem e precisam de nós.

Nossa vida deve ser esse processo contínuo no amor, e não caminhada para morte. Este compromisso com a vida, talvez o ideal mais perfeito da comunhão dos santos, pode ser uma maneira concreta de sermos solidários com os falecidos. Portanto, essa solidariedade na vida de fé, também nos impulsiona para uma responsabilidade na edificação da Igreja e da vida dos homens. Os dons, os talentos recebidos devem ser fonte de graça e de testemunho. Isso abrange tanto a solidariedade no compartilhar os bens espirituais – comunhão propriamente dita – como partilhar os bens materiais. A consciência cristã deveria ser movida por essa partilha generosa e aberta. Isso tudo nos faz, vivos e mortos, cooperadores no plano de Deus, que busca a felicidade de seus filhos.

Assim, a comunhão com os falecidos, através destes dias de liturgia dedicados a oração por eles, deve ajudar-nos a melhor vivenciar o amor pelo próximo.

Na caridade e na comunhão cristã somos convidados, como católicos, a participar vivamente das celebrações e das visitas aos cemitérios para que sejam, efetivamente, um eloquente e sincero sinal de comunhão divina no amor, que se encerrará na eternidade junto à casa do Pai. Na vida em Deus não haverá mais tristeza, nem dor, nem separação, nem perda, mas apenas caridade, amor. E nos esforcemos para viver no bem – como nos ensina 2Mac 12,46 – “era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas”.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Eleições 2010: Compromisso e missão

Dom Canísio Klaus

No dia 03 de outubro, todos os brasileiros maiores de 16 anos são convidados a se dirigirem à sua sessão eleitoral para ajudarem a escolher os futuros governantes do país, ou seja, escolher o presidente do Brasil, o governador do Estado, os senadores da República e os deputados federais e estaduais.

Ciente da importância deste momento para a melhoria das condições de vida do povo da região, aproveito a oportunidade para fazer algumas considerações. Faço-as em base à Cartilha assinada, entre outras entidades, pelo Conselho Nacional dos Leigos do Brasil e pelas Pastorais Sociais ligadas à CNBB.

O pressuposto é de que o nosso voto “tem conseqüências para a vida do povo e para o futuro do país”. Por isso, além de votar em candidato “ficha limpa”, precisamos olhar a capacidade e as convicções do candidato. Olhar para as intenções que movem a pessoa a se apresentar como candidato e se seus princípios estão em sintonia com os princípios que orientam a minha vida. Jamais deveremos dar o nosso voto a alguém pelo simples fato de nos haver favorecido em alguma coisa ao longo da vida.

A Igreja Católica, conforme afirmação de Bento XVI, “não pode e nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política”. Por isso ela não apresenta candidatos, mas incentiva seus membros “a que se engajem na ação política e participem da vida pública, assumindo funções legislativas e administrativas que se destinam a promover, orgânica e institucionalmente, o bem comum” (Deus Caritas est, nº 28). Pede que não sucumbam à tentação de afirmar que “não adianta votar pois, todos são iguais e nada vai mudar”. A nossa história oferece bons exemplos de lutadores pela conquista da democracia. Entre os atuais candidatos existem várias pessoas idôneas que são movidas pelo real desejo de colaborar na construção de uma sociedade justa, próspera e fraterna, e que são merecedoras da nossa confiança.

Para nos ajudar a definir o voto, apontamos alguns princípios que estão na cartilha acima citada:
1.Examinar as idéias e os valores que o candidato defende.
2.Examinar os projetos do candidato e confrontar com os projetos do partido ao qual ele está filiado.
3.Votar em candidatos cujas propostas defendam a dignidade da pessoa humana e da vida. Projetos que ajudem a construir a cultura da paz, através da inclusão social e da proteção das pessoas contra as diversas formas de violência.
4.Escolher candidatos comprometidos com a diminuição do desemprego, com programas de apoio às famílias de baixa renda e com a questão ecológica.
5.Candidatos que incluem em seus programas o cuidado com a infância, o combate à prostituição infantil, a educação escolar de qualidade, os direitos dos idosos...
6.Candidatos comprometidos com a construção da sociedade plural, onde os direitos humanos sejam respeitados.

Aproveitemos os dias que nos separam do dia 03 de outubro para nos informar sobre a vida e os projetos dos candidatos, para que nosso voto seja consciente e que no futuro não precisemos nos arrepender por termos dado o nosso voto a esta ou aquela pessoa.

Nossos Santos e nossos pecadores

Pe. Zezinho

Não nos compete julgar. Fatos são fatos. Temos santos e temos pecadores. Aceitemos a realidade e trabalhemos com ela. Não é a toa que começamos nossas missas pedindo perdão e admitindo-nos pecadores e tornamos a pedir perdão antes da comunhão. Não somos uma igreja de anjos. Nenhuma igreja é.

No dia 30 de abril de 2010, das 20,25 às 20,29 a TV Globo apresentou duas notícias; uma sobre a morte da Irmã Dorothy Stangl e outra sobre o caso de pedofilia de três sacerdotes católicos. Detalhe: em nenhum momento a notícia sobre a mártir assassinada por defender a ecologia e os que trabalhavam na terra lembrava que ela era católica, irmã de caridade e religiosa. Foi apenas identificada como missionária norte-americana. Mostraram seu irmão e sua foto.   

Na notícia seguinte sobre pedofilia e prevaricação de sacerdotes católicos os sacerdotes foram três vezes identificados como padres e monsenhores.

Não é a primeira vez. Para nossos mártires que deram a vida pelo povo nenhuma identificação como católicos. O povo não ficou sabendo que se tratava de uma freira. Para quem errou a identificação: padres...
Intencional? Acaso? Eis aí mais uma razão pela qual devemos desenvolver nossa própria mídia. As outras mídias não têm a obrigação de mostrar e homenagear nossos santos e mártires. Se escolhem identificar como católicos nossos irmãos que erraram e não identificar como nossos os irmãos  que deram a vida pelo povo e os ameaçados de morte por lutarem pelo povo, cabe-nos questionar seus motivos. Direito de selecionar a notícia eles têm. 
Na América Latina mais de 200 católicos, vários deles missionários, já morreram pelo povo. Não são lembrados. Proponho um dia de memória dos nossos mártires e uma ladainha com os seus nomes para ser recitada em outubro no mês das missões. 
Não nos convém alardear nem tão pouco  esquecer ou esconder os pecados cometidos por católicos: são uma dolorosa realidade. Todas as igrejas têm seus pecadores. Também nós temos os nossos. Todas têm os seus santos. E nós temos centenas deles. Sejam lembrados e reverenciados. Não esperemos que quem não crê como nós o faça. Nenhuma queixa contra a mídia que prefere noticiar nossos pecados e nossos pecadores. Fazem o que acham que devem fazer. Nós é que poderíamos fazer mais por nossos mártires. Somos a Igreja que mais os tem no Brasil e na América Latina. Oremos por uns outros.

domingo, 12 de setembro de 2010

Santuário Nacional reforça campanha contra ação dos 'malhadores de fitinhas'

Preocupado com a segurança dos devotos que visitam a Casa da Mãe, o Santuário Nacional lançou, no mês de maio, uma campanha para alertar os motoristas que vêm à Casa da Mãe Aparecida, sobre a abordagem dos chamados ‘malhadores de fitinhas’.

Nesta semana, mais uma etapa da campanha se iniciou: a colocação de três outdoors orientativos sobre a ação e abordagem dos malhadores de fitinhas.

As estruturas foram colocadas na avenida Itaguaçú (2) e na entrada do Santuário pela avenida Getúlio Vargas (1), com o intuito de alertar os motoristas que visitam o Santuário Nacional sobre a atividade mal intencionada de pessoas que se aproveitam da atenção dos romeiros para ludibriá-los, com a venda de fitinhas de lembrança de Aparecida.

A ação dos vendedores de fitinhas, que, mentirosamente se identificam em nome do Santuário Nacional ou em nome de entidades da cidade, acontece nas entradas do Santuário.

Através do portal A12.com, das suas redes sociais e pela REDE APARECIDA, vídeos e textos estão sendo veiculados há 4 meses ininterruptamente, como forma de alerta ao visitante. Assista ao vídeo, clique aqui.








O Santuário Nacional alerta: nas entradas e saídas da cidade, dirigindo-se ao Santuário Nacional, não abra seu carro para estranhos.

Como é ser um jovem católico

Entende-se por católico, aquela pessoa que aderiu à religião Católica para o seguimento a Jesus Cristo. Ser católico não é só dizer que é, mas seguir com amor o que Ela – A Igreja – nos apresenta e nos propõe para um seguimento fiel a Jesus Cristo. Deve-se escutar sempre a Palavra de Deus e praticá-la, observar os mandamentos de Deus e da Igreja, servir e amar os irmãos, participar das pastorais e movimentos, celebrar os Sacramentos, especialmente a Eucaristia, Ápice da Vida da Igreja.

Ser católico não é fácil, menos ainda nos tempos modiernos. As críticas à Igreja e à Doutrina Católica são bastante, o protestantismo aumenta a cada dia, os fieis cada vez mais dispersados no mundo. Se para os mais experientes é difícil, quanto mais para um jovem, que sempre está em mudança, com sua garra e disposição, agitado, sempre em discernimento. Como ser um jovem católico ativo na Igreja?

Muitos têm uma pequena concepção que “a Igreja é pra gente velho”, mas não ver que hoje a maioria dos padres são jovens e que têm muitos jovens ativos na comunidade e são felizes por isso. A Igreja é rica em movimentos e pastorais, ou seja, em ministérios e vem investindo muito em como evangelizar a juventude. Hoje existe a PJ (pastoral da juventude), o EJC (Encontro de Jovens com Cristo), vários encontros para jovens, como, por exemplo o DNJ (Dia Nacional da Juventude), a Catequese, especialmente da Crisma, que são jovens os catequistas. A Igreja está aberta para a novas comunidades de vida e aliança e aos novos carismas.Hoje muitos jovens são participantes da Renovação Carismática Católica, que vem sendo uma grande ajuda na evangelização da juventude.

O jovem tem muitas opções para ser um católico fiel e ativo, basta ser incentivado, querer e ter responsabilidade. Ser um jovem católico nos proporciona novas conquistas, amizades, um bom relacionamento com o próximo e um grande amigo: DEUS. O jovem é bem querido na Igreja e é o futuro desta mesma Igreja. Por isso vamos aderir com amor a proposta da Igreja em seus ministérios diversos e servir a Deus na observância da Palavra, Eucaristia, Caridade e anunciar o Cristo, que é Caminho, Verdade e Vida.

A Misericórdia de Deus

O Evangelho é o famoso texto de Lucas chamado “Filho Pródigo”. Na verdade o tema é a misericórdia do Pai, que permite que seu filho viva plenamente sua liberdade, mesmo de modo errado.

Quando o rapaz caiu em si, viu que havia cometido uma grande falta de amor. Exatamente por ter vivenciado o carinho do Pai durante o tempo em que morou em casa e inclusive o respeito dele por sua liberdade, mesmo que exercida de modo enganoso, ele pode perceber a armadilha em que havia caído – usufruir prazeres do mundo – e, ao mesmo tempo, os meios de como se libertar dela – o amor do pai.

Assim, se às pessoas, através do contato conosco, forem revelados o amor de Deus como o Pai Misericordioso, ensinado e demonstrado por Jesus Cristo, quando tiverem desejosas de retornarem à Família de Deus, saberão que o contato conosco será a porta que levará a Jesus e aos irmãos.

Por outro lado, o modo de acolher o filho penitente, sem exigir pedidos de perdão e atitudes humilhantes, demonstram o respeito e o carinho do pai. Também nós deveremos acolher com carinho todos aqueles que foram tocados pela Luz de Deus e estão voltando à reconciliação com o Senhor ou com um de seus filhos.

Deus é Pai, é Amor, é Vida! Por isso seu relacionamento com o pecador é de misericórdia. Foi isso que nos revelou o Coração de Jesus.

Como filhos de Deus, nossa atitude para com o pecador, será igual, de irmão, absolutamente fraterna e misericordiosa, sem nenhum gesto arrogante, nenhum gesto humilhante.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mês da Bíblia

“Levanta-te e vai à grande cidade” (Jn, 1,2)


Setembro é o mês da Bíblia. Esta iniciativa surgiu há 39 anos na Arquidiocese de Belo Horizonte e, logo em seguida, foi lançada e aceita em toda a Igreja do Brasil. Começou-se, então, a dar maior atenção à Bíblia, com estudos, refle-xões e orações.

O Documento de Aparecida destaca esta prática no Caminho de Formação dos Discípulos Missionários. Bento XVI propõe: “Ao iniciar a nova etapa que a Igreja missionária da América Latina e do Caribe se dispõe a empreender, a partir desta V Conferência em Aparecida, é condição indispensável o conheci-mento profundo e vivencial da Palavra de Deus. Por isso, é necessário educar o povo na leitura e na meditação da Palavra: que ela se converta em seu ali-mento para que, por experiência própria, vejam que as palavras de Jesus são espírito e vida (cf. Jo 6,63 – Dap, 247).

Entre as várias formas de aproximação à Bíblia, está a Leitura Orante da Bí-blia, também chamada de Lectio Divina. “Esta leitura orante, bem praticada, conduz ao encontro com Jesus – Mestre, ao conhecimento do Jesus - Messias, à comunhão com Jesus-Filho de Deus e ao testemunho de Jesus - Senhor do Universo. Com seus quatro momentos (leitura, meditação, oração e contempla-ção), a leitura orante favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo, semelhan-te ao modo de tantos personagens do Evangelho: Nicodemos (Jo, 3, 1-21); a Samaritana (Jo, 4, 1-42), o cego de nascimento (Jo 9) e Zaqueu (Lc, 9, 1-10)” (Dap, 249).

A Comissão Episcopal para a Animação Bíblico Catequética, juntamente com o Grupo de Reflexão Bíblica Nacional da CNBB, dando destaque ao mandato missionário de todo o cristão em conseqüência de seu Batismo, está propondo para o mês da Bíblia 2010, o estudo e a meditação do Livro de Jonas com destaque para a evangelização e a missão na cidade.

“E veio a Palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: “LEVANTA-TE, VAI À GRANDE CIDADE DE NÍNIVE E CLAMA CONTRA ELA, PORQUE A SUA MALÍCIA SUBIU ATÉ MIM” (Jn, 1, 1-2). Era uma ordem de Deus a seu Profeta! Ele que acreditava no Senhor não tinha outra coisa a fazer senão obedecer, partir! Mesmo com os temores naturais se ele fosse ou não aceito, se fosse ridicularizado, expulso... ou até martirizado!

E aqui começa o drama de Jonas! Parte, sim! Vai até o porto, compra uma passagem... mas não para Nínive, e sim para Társis “para fugir diante da face do SENHOR” (Jn, 1,3). Em resumo: a viagem fracassa; surge uma grande e inesperada tempestade. Os marinheiros percebem tratar-se de um castigo divi-no dirigido contra alguém, que viajava no barco. Tiraram a sorte para saber quem seria jogado ao mar. A sorte caiu sobre Jonas, que confessou tudo. Foi jogado ao mar. E um grande peixe o engoliu, onde ficou por três dias e depois o vomitou na praia do mar.

Aí, então, obedeceu a Deus. “E veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas dizendo: “Levanta-te e vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela a pre-gação que eu te disse. E levantou-se Jonas e foi a Nínive... (Jn, 3, 1-3). Esta era uma grande cidade. E Jonas foi caminhando e anunciando: “Dentro de qua-renta dias Nínive será destruída” (Jn, 3,4). E o Povo foi acreditando em sua pregação. Começou a fazer penitência. O rei também acreditou e se arrepen-deu. E decretou: “Cada um deverá voltar atrás de seus caminhos perversos e deixar de praticar todo o tipo de opressão. Quem sabe, assim, Deus volta atrás, tem compaixão, revoga o ardor de sua ira e nós deixamos de ser destruí-dos?”(Jn, 3, 8-9). Deus viu o que eles fizeram e como voltaram atrás de seus caminhos perversos. Compadecido, desistiu do mal que tinha ameaçado. Nada fez” (Jn, 3,10).

Jonas ficou desgostoso do final de sua pregação, pois ele queria o castigo dos maus. Mas Deus ainda lhe faz ver como é seu modo de agir: “E eu não terei pena de Nínive, esta enorme cidade de mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem distinguir entre a direita e a esquerda, além de tantos animais?”

Assim termina o livro de Jonas, que é uma exortação à conversão e à miseri-córdia, de que tanto precisava Jonas e nós também. O povo e os cristãos atu-ais, os habitantes de nossas cidades, devem deixar-se corrigir pela Palavra inspirada, santa e perfeita, útil para exortar e para “discernir os propósitos do coração” (Hb, 4, 12).

Em pleno ano missionário, que nossa Diocese de Santos esteja em Missão Permanente, com a Palavra de Deus na mão: “ESCUTA, SEGUE E ANUNCI-A”. COM NOSSA SENHORA DO MONTE SERRAT, CAMINHEMOS EM MIS-SÃO COM JESUS – em todas as nossas cidades.

Dom Jacyr Francisco Braido

De Igreja em Igreja

Pe. Zezinho, SCJ

De igreja em igreja ou de movimento em movimento, alguns cristãos são hoje mais peregrinos do que fiéis, mais errantes do que paroquianos, mais romeiros do que diocesanos. Não se fixam. Costumam ir atrás do mais novo astro da fé. Se o proclamado novo astro da fé entende, ele devolve seus ouvintes à comunidade ou à igreja da qual veio. Se se acha a mais nova solução para o mundo, ou o novo de Jesus, ele funda um novo movimento ou uma nova igreja marcada por sua presença, sua imagem, suas palavras e seu pensamento e chama as pessoas para segui-lo. Torna-se mais onipresente do que Deus.

Mais do que “ouçam”, para o novo astro da fé o verbo é “venham”. Mais do que “ajudem os pobres daí”, o verbo é “tragam sua oferta, quando vierem”. Há um novo monumento a ser erguido, novos templos a serem criados, novos microfones e novas emissoras a serem oferecidas ao Senhor Jesus no novo jeito de anunciá-lo. Quem era fiel a outro grupo é gentilmente convidado a ser, agora, fiel ao novo mais novo da fé! Não é proibido ser infiel aos outros. Só não se pode ser infiel a quem o tornou infiel...

Quem não viu este filme? Acontece com frequência vertiginosa. Novas igrejas fundadas há quarenta anos já deram origem a cinco ou seis outras e os fiéis, que não eram assim tão fiéis, porque já tinham deixado sua primeira igreja para irem ouvir o, ontem, mais novo pregador da igreja verdadeira, agora vão ouvir e seguir o mais novo pregador da agora mais nova igreja verdadeira. É a era do convencimento: “vem que aqui tem mais” !

Mais o quê? Na era da oferta e da procura, a nova igreja ou o novo movimento tem mais oferta para o que o fiel mais procura: milagres, consolo, bênçãos, graças, perdão, certeza de salvação! Ligue a televisão e o rádio e preste atenção nos discursos. Lei da oferta e da procura. Você procura e nós temos!...

O novo marketing da fé oferece mais. Se não o fizesse não teria tantos novos seguidores. Jesus disse que quem o seguisse teria que renunciar a si mesmo e tomar sua cruz. Os novos pregadores oferecem o “não sofra mais!” “traga sua cruz e a deixe aqui, porque depois desse culto, você sairá sem ela, sua dor irá embora”.

A ênfase no imediato, no agora-já, no milagre e na cura serve para milhões de pessoas que precisam urgentemente de um alívio. Movimentos e igrejas que o oferecem enchem seus templos. No dizer de um dos pregadores dessa forma de cristianismo “eles são as igrejas do “aqui-agora” e não do “depois”, “sucesso aqui e sucesso depois”, “vitória aqui e vitória depois!”

Poucos resistem a essas ofertas. Se um supermercado oferece algo mais vantajoso é lá que o freguês irá. Se uma igreja oferece fé mais realizadora é lá que o ex-fiel, agora infiel, irá ser o mais novo fiel! Alternância, emotividade e mobilidade parecem ser características da nossa era. Quem tocar o sentimento ganhará o pensamento!

domingo, 5 de setembro de 2010

A crise de linguagem

Pe. Zezinho

O Dicionário de Homilética da Palus e Loyola, organizado por Soddi e Triaca, em cerca de 1.800 páginas aborda a pregação cristã através dos tempos. É trabalho que não pode faltar em nenhuma estante. No verbete “Linguagem na Igreja” o autor Ettore Simoni aborda a crise de pregação nas igrejas.

Não há pregador pensante que não tenha se demorado sobre o fenômeno. Se há os que puramente repetem o que ouviram sem maiores reflexões, há os que pensam no que pregam, porque pregam e como pregam e nos que ouvem porque ouvem e como ouvem. Aí entram as línguas e as linguagens. Antropologia, psicologia, sociologia, linguística e neurolinguística são, hoje, preocupação de todos os que estudam a pregação religiosa nos templos, nas ruas e na mídia.

Excelentes estudos sobre linguística e teoria da Comunicação que hoje fazem parte das ciências da comunicação podem ajudar a compreender a Palavra a transmiti-la. A primeira anotação que o estudante de homilética deve jogar no seu computador é esta: pregar a Palavra é coisa séria. Demanda conhecimentos e não apenas sentimentos e deslumbramentos. Todo ato comunicativo supõe um antes e um depois. Se é para ser comunicativo tem que ter um porquê e um para quê. E deve ser parte de um processo.

Ninguém presidirá corretamente um ato litúrgico se não tiver o mínimo conhecimento a situação sociolinguística em que se encontra a comunidade. Não se prega a postes, mas a pessoas que têm uma vida pregressa e sonham com uma vida futura.

Autores profundos falam da cultura clerical e sacral que encontra a cultura leiga e não há como não estabelecer uma dialética entre as duas culturas, já que terão que conviver. O fiel que vai à missa ao ir para lá e ao sair de lá dá de cara com as linguagens do mundo. Achar este diálogo e, se oposição houver, uma oposição serena e culta é a função da homilética.

Quando se fala em crise de linguagem religiosa não se descarta a crise de linguagem laica. A palavra está em crise porque para milhões de pessoas perdeu o seu significado. Não traduz conceitos. E pessoas sem conceitos ou recebem mal ou comunicam mal o sentido das palavras. A crise está no pensamento. Quando Jean Baurdillard nos últimos anos do século XX fala da era fractal e G.K. Chesterton nos inícios do mesmo século falava do suicídio do pensamento, ambos abordavam a crise da linguagem. Os pregadores e políticos, enfim, os comunicadores não andam dizendo o que querem dizer. E a crise vem do parco conhecimento da língua e das linguagens. Grande número de pregadores se expressa mal na sua língua mãe por desconhecer o sentido das palavras e erram no uso das linguagens por desconhecer as simbologias. Isso vem da pouca leitura e da cultura apequenada. Patrimônio, repertório, gramática, códigos linguísticos, gírias entram na composição de uma boa pregação.

A super simplificação da língua e das linguagens ou a academização e a sofisticação causaram grandes danos à homilética. Nem um nem outro jeito de pregar oferecem conteúdo compreensível da fé.

Por isso o ministério da Palavra deveria ser dado apenas depois de verificado se o pregador é capaz de se expressar de maneira acessível à maioria dos ouvintes. As faculdades de teologia deveriam dar tanta importância à comunicação da teologia quanto ao aprendizado da mesma.

Há mais a ser dito, mas o estudante de homilética deve tomar a peito o propósito de ter na sua estante e conhecer seus dicionários de homilética, tanto quanto deve conhecer a Bíblia e outros tomos de teologia. Se o fará é questão de projeto de vida. Vai enfrentar, por décadas, multidões de olhos e ouvidos que esperam aprender com o que ele diz e faz naquele templo ou naqueles veículos midiáticos. Se tiver aprendido a pregar com serenidade, força e conteúdo sólido fará maior bem à igreja do que com suas pregações emotivas e repetitivas que não trazem novidade porque não levam conhecimento.

O assunto é vital! É como se estivéssemos construindo enormes prédios com pedreiros despreparados e com material de segunda ou de quinta categoria! Questionemos e provoquemos! Estamos chegando ao povo com nossa linguagem? Ou a linguagem do mundo nos deixou para trás? Ligue seu rádio e sua televisão, olhe os trajes de alguns pregadores, preste atenção nos seus enfoques e conclua.

Pedofilia só vira notícia quando ligada a sacerdotes

A pedofilia somente é notícia quando está ligada aos sacerdotes, denuncia um dos protagonistas na luta contra esse crime, monsenhor Fortunato Di Noto.

Este sacerdote fundou uma associação que há mais de 20 anos luta pela tutela da infância contra a pedofilia, pornografia infantil e exploração sexual. Ele também é assessor de órgãos internacionais, inclusive agências da ONU.

A associação (Associazione Meter Onlus) realiza seu trabalho não só de forma repressiva mas também prevenindo e educando. Criou na Itália 15 centros de acolhida, formou 300 agentes para a defesa da infância, por meio da supervisão da internet e colaboração com as forças da polícia.

Como explica o sacerdote, a pedofilia é um crime, mas também uma máquina de fazer dinheiro, com uma promoção própria, que movimenta cifras de mais de 13 milhões de euros por ano e um total de mais de 200 mil menores envolvidos e abusados, entre os quais bebês de poucos dias até dois anos de idade.

Contudo, destaca Di Noto, grande parte da imprensa se escandaliza somente pelos sacerdotes pedófilos e não por este fenômeno de enormes proporções.

“O mais impressionante é que foi falado de pedofilia do clero mas não se fala, por exemplo, da pedofilia como fenômeno mundial. E o fenômeno mundial dos absuso sexuais está diante os olhos de todos”, afirmou o sacerdote a H2onews.org

“O que me impressiona, e faz diferença, é que a mídia, provavelmente dirigida por lobbys da comunicação, quis falar mais disto e não da gravidade e da criminalidade contra as crianças, da gravidade da exploração sexual dos menores, da gravidade do turismo sexual infantil, da gravidade da venda de crianças e da gravidade da violação de crianças. Esta é a demonstração visível e espetacular de como alguns meios de comunicação, movidos por alguns lobbyes de pensamento, comunicam, às vezes, notícias falsas, não verificadas ou ainda manipuladas.”

Para o fundador da associação contra pedofilia, é preciso ter uma maior responsabilidade e atenção por parte dos pais e também mais atenção perante a difusão da pedofilia nas principais redes sociais.

"A pergunta é: por que na Itália há 180 mil menores de 13 anos que, sem autorização, estão inscritos no Facebook?". "Isso significa que há 180 mil famílias que não controlam o que estas crianças fazem".

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O divórcio-relâmpago fragiliza ainda mais a família

*Ives Gandra da Silva Martins - Especial para a Folha 

A emenda constitucional, aprovada pelo Congresso, objetiva facilitar a obtenção do divórcio, suprimindo requisito relativo ao lapso temporal --de um ano contado da separação judicial e dois anos da separação de fato--, denominada de a "PEC do divórcio-relâmpago", a meu ver, fragiliza ainda mais a família, alicerce da sociedade, nos termos do artigo 226 'caput' da Constituição Federal.

Na medida em que os mais fúteis motivos puderem ser utilizados para que a dissolução conjugal chegue a termo, sem qualquer entrave burocrático, possivelmente, não possibilitando nem o aconselhamento de magistrados e nem o de terceiros para a tentativa de salvar o casamento, o divórcio realmente será relâmpago.

Não poucas vezes, casais que estão dispostos a separar-se, não percebendo o impacto que a separação pode causar nos filhos gerados, quando aconselhados e depois de uma reflexão mais tranquila e não emocional, terminam por se conciliar.

ÍMPETO
Conheço inúmeros exemplos nos quais o ímpeto inicial foi contido por uma meditação mais abrangente sobre a família, os filhos e a vida conjugal, não chegando às vias do divórcio pela prudência do legislador ao impor prazos para concedê-lo e pela tramitação que permite, inclusive, a magistrados aconselharem o casal em conflito.

A emenda mencionada autoriza que, no auge de uma crise conjugal, a dissolução do casamento se dê, sem prazos ou entraves cautelares burocráticos. Facilita, assim, a tomada de decisões emotivas e impensadas, dificultando, portanto, uma solução de preservação da família, que foi o objetivo maior do constituinte ao colocar no artigo 226, que o Estado prestará especial proteção à família.

Entendo que a "PEC do divórcio-relâmpago" gera insegurança familiar, em que os maiores prejudicados serão sempre, em qualquer separação, os filhos, que não contribuíram para as desavenças matrimoniais, mas que viverão a turbulência da divisão dos lares de seus pais, não podendo mais ter o aconchego e o carinho, a que teriam direito --por terem sido por eles gerados ou adotados-- de com eles viverem sob o mesmo teto.

Como educador há mais de 50 anos, tenho convivido com os impactos negativos que qualquer separação causa nos filhos, que levam este trauma, muitas vezes, por toda a vida.

Por isto, sou favorável à maior prudência, como determinou o constituinte de 88, no parágrafo 6º do artigo 226 da Lei Maior. Tenho para mim, inclusive, que o capítulo da Família na Carta Magna de 88, por ser a família a espinha dorsal da sociedade, deveria ser considerado cláusula pétrea.

*IVES GANDRA DA SILVA MARTINS é professor emérito da Universidade Mackenzie, em cuja Faculdade de Direito foi titular de Direito Constitucional.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Confira a programação da nossa Paróquia - 28 de agosto a 4 de setembro

28 de agosto - Sábado
19h00 – Missa na Matriz
19h30 – Missa na comunidade Bom Jesus de Albertina

29 de agosto - Domingo
08h00 – Missa no Santuário
08h00 – Encontro de Liderança
10h00 – Missa na Matriz
10h00 – Missa no São Sebastião
18h00 – Missa no São Judas
19h00 – Missa na Matriz

30 de agosto - Segunda-feira
17h30 – Missa na capela do Mons. Vieira, no cemitério municipal

31 de agosto - Terça-feira
19h30 – Missa na Vila Esperança

01 de agosto - Quarta-feira
11h15 – Missa dos Trabalhadores
19h00 – Missa no Santuário - Ação de graças pelo Aniversário do Cônego Sebastião

02 de setembro - Quinta-feira
14h00 – Missa no Asilo
19h30 – Missa em Albertina – Espírito Santo
19h30 – Missa no Crochiquia
19h00 – Reunião dos ministérios litúrgicos

03 de setembro - Sexta-feira
18h00 – Adoração ao Santíssimo Sacramento, na Matriz
19h00 – Missa na Matriz
19h30 – Missa em Albertina
19h00 – Missa no São Sebastião dos Robertos
19h30 – Missa na Santa Terezinha

04 de setembro - Sábado
14h00 – Reunião com a Pastoral da Criança
19h00 – Missa na Matriz
19h30 – Missa na comunidade Bom Jesus de Albertina

Comunicados
- Encontro Paroquial das Comunidades no mês de Agosto será no dia 29, iniciando às 8h, (dia todo) no santuário. Gostaríamos que pelo menos 5 membros de todas as comunidades, pastoral e movimento. Deixar o nome na secretaria.

- A coordenação do grupo de jovens, JUJA convida a todos para participarem da missa, em ação de graças pelos 40 anos do grupo de jovens. No dia 04 de setembro de 2010 ás 19h00 na Matriz. E pedem aos antigos coordenadores do grupo se tiverem algum foto ou alguma história da sua época, por favor, entre em contato com a coordenação.

- Gostaríamos de convidar todos os casais para o encontro de casais nos dias 25 e 26 de setembro, no santuário, os interessados procurar a secretaria da paróquia para fazer as inscrições.

- Gostaríamos de convidar todos os movimentos, pastorais e comunidades para um encontro de Liturgia com a Irmã Veronice nos dias 11 e 12 de setembro. Dia 11 o dia todo, dia 12 até às 12h00. No salão do santuário.


Escala de Ministros da Palavra para as Missas celebradas na Matriz
Sábado 28/08 - 19h00
1ª Leitura: Jocasta AP. Souza Barbosa
Salmo: Maria Fátima Trivellato França
2ª Leitura: Angela Maria Casceli

Domingo 29/08 - 19h00
1ª Leitura: Giovana Faria Campos
Salmo: Maria Martha B. Bortoloto
2ª Leitura: Jadir Alves

Por uma Igreja que pensa

Leitores que não preparam as leituras.
Cantores que não ensaiam os cantos.
Coroinhas que não ensaiam sua parte.
Sacerdotes que não preparam seus sermões.
Catequistas que não lêem os documentos da Igreja.

Pregadores que não leram o catecismo.
Cantores de desafinados que insistem em liderar os cantos da missa.
Músicos sem ritmo e sem ensaios que tocam alto e errado.
Cantores que dão show de uma hora
sem perceber que a guitarra e o baixo estão desafinados.
De quebra, também um dos solistas...

Autores que não aceitam corrigir seus textos e suas letras,
antes de apresentá-los a milhões de irmãos na fé.
Cantores que teimam em repetir uma canção
cuja letra o bispo já disse que não quer que se cante mais.
Párocos que permitem que qualquer um lidere as leituras e o canto.
Párocos que permitem qualquer canção, mesmo se vier errada.

Sacerdotes que ensinam doutrinas condenadas pela Igreja,
práticas e devoções com ranços de heresia ou de desvio doutrinário.
Animadores de programas católicos com zero conhecimento de doutrina.

*** Parecemos um hospital que, na falta de médicos na sala de cirurgia,
permite aos secretários, porteiros e aos voluntários bem intencionados que operem o coração dos seus pacientes.

Há católicos aconselhando, sem ter estudado psicologia.
Há pregadores receitando, sem conhecer a teologia moral.
E há indivíduos ensinando o que lhes vem na cabeça,
porque, entusiasmados com sua fama e sua repercussão,
acham que podem ensinar o que o Espírito Santo lhes disse naquela hora.

Nem sequer se perguntam se de fato era o Espírito Santo que lhes falou
durante aquela adoração, ou aquela noite mal dormida!

Está faltando discernimento na nossa Igreja!
Como está parece a casa da mãe Joana,
onde todos falam e apenas uns poucos pensam no que falam.
Uma Igreja que não pensa acaba dando o que pensar!

Pe. Zezinho

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

"Não tenham medo da Verdade", exclama Bento XVI

"Queridos irmãos e irmãs, desejo dizer a todos, também àqueles que estão em um momento difícil em sua caminhada de fé, a quem participa pouco na vida da Igreja ou a quem vive 'como se Deus não existisse', que não tenham medo da Verdade, não interrompam nunca o caminho rumo a ela, não deixem de procurar a verdade profunda sobre si mesmos e sobre as coisas com o olho interior do coração. Deus não deixará de dar Luz para fazer ver e Calor para fazer sentir no coração que nos ama e que deseja ser amado", disse Bento XVI ao final da Catequese desta quarta-feira, 25.

O encontro do Papa com os peregrinos foi dedicado à figura de Santo Agostinho - cuja memória litúrgica é celebrada no sábado, 28 - e aconteceu às 10h30min (em Roma – 5h30min em Brasília), a partir do balcão do pátio interno do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo. Ao final, o Santo Padre fez apelo à comunidade internacional em prol da Somália.

Como agosto chegou ao fim, esta foi a última Catequese realizada em Castel Gandolfo neste ano. Bento XVI ainda permanece em período de descanso no local durante todo o mês de setembro, mas as audiências voltam a acontecer no Vaticano já na próxima semana.

O Pontífice afirmou que todos possuem, na própria vida, pessoas que lhes são próximas. Nesse sentido, defendeu a importância de se ter "companheiros de viagem" no caminho da vida cristã.

"Todo mundo deveria ter algum Santo que lhe fosse familiar, para senti-lo próximo com a oração e a intercessão, mas também para imitá-lo. Desejo convidar-vos, portanto, a conhecer mais profundamente os Santos, começando por aqueles de que levais o nome, lendo-lhes a vida, os escritos. Tenhais certeza de que se tornarão bons guias para amar ainda mais o Senhor e válidos auxílios para o vosso crescimento humano e cristão", indicou.

São José e São Bento são alguns dos santos a que o Papa é ligado de uma forma especial, bem como o próprio Santo Agostinho, "que tive o grande dom de conhecer, por assim dizer, proximamente através do estudo e da oração e que se tornou um com 'companheiro de viagem' na minha vida e no meu ministério. Gostaria de sublinhar uma vez mais um aspecto importante da sua experiência humana e cristã, atual também na nossa época em que o relativismo parece ser, paradoxalmente, a 'verdade' que deve guiar o pensamento, as escolhas, os comportamentos", disse.

Verdade e silêncio
O Santo Padre ressaltou o caminho difícil de Santo Agostinho em sua busca pela Verdade, seus erros e acertos, até perceber que "aquele Deus que procurava com as suas forças era mais íntimo a si do que ele mesmo, sempre estava ao seu lado, nunca o havia abandonado, estava na expectativa de poder entrar definitivamente em sua vida".

Logo após, Bento XVI apresenta um episódio em que o Santo de Hipona conversa com a mãe, Santa Mônica, conforme relatado nas Confissões:

"É ma cena muito bela: ele e a mãe estão em Ostia, em um albergue, e da janela veem o céu e o mar, e transcendem céu e mar, e por um momento tocam o coração de Deus no silêncio das criaturas. E aqui aparece uma ideia fundamental no caminho rumo à verdade: as criaturas devem ficar em silêncio quando se deve dar lugar ao silêncio em que Deus pode falar".

Por fim, o Bispo de Roma explica que esse episódio é verdadeiro também na atualidade, em que as pessoas pareceriam ter uma espécie de medo do silêncio. "Frequentemente prefere-se viver somente o momento presente, iludindo-se que traga felicidade duradoura; prefere-se viver, porque parece mais fácil, com superficialidade, sem pensar; tem-se medo de buscar a Verdade, ou talvez tenha-se medo de que a Verdade nos encontre, nos apanhe e mude a vida, como fez com Santo Agostinho".

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Confira a agenda Paroquial entre os dias 21 e 28 de agosto

Dia 21 de agosto - Sábado  14h30 – Reunião da Coordenação da Catequese
19h00 – Missa na Matriz
19h30 – Missa na comunidade Bom Jesus de Albertina

Dia 22 de agosto - Domingo
8h00 – Missa no São Francisco
8h00 – Missa na Vila Nazaré
10h00 – Missa na Matriz
10h00 – Missa na Santa Rosa de Lima – Festa
14h00 – Reunião com as Zeladoras da Mãe Rainha.
18h00 – Missa no São Judas
19h00 – Missa na Matriz

Dia 24 de agosto – 3º feira
19h30 – Missa no Bom Café

Dia 26 de agosto - 5º feira
14h00 – Missa no Asilo
19h30 – Missa em Albertina - São Benedito
19h30 – Missa na Casa de Oração

Dia 27 de agosto – 6º feira
15h00 – Missa no Hospital

Dia 28 de agosto - Sábado
19h00 – Missa na Matriz
19h30 – Missa na comunidade Bom Jesus de Albertina

Comunicados
Encontro Paroquial das Comunidades no mês de Agosto será no dia 29, iniciando às 8h00, (dia todo) no santuário. Gostaríamos que pelo menos 5 membros de todas as comunidades, pastoral e movimento. Deixar o nome na secretaria.

A coordenação do grupo de jovens, JUJA convida a todos para participarem da missa, em ação de graças pelos 40 anos do grupo de jovens. No dia 04 de setembro de 2010 ás 19h00 na Matriz. Gostaríamos de pedir que os antigos coordenadores se tiverem algum foto ou alguma história da sua época, por favor, entre em contato com a coordenação.

Reunião com os coroinhas dia 28 de agosto às 10 horas na sala da Catequese.

Reunião com a coordenação da catequese, dia 21 de agosto, sábado às 14h30, no salão paroquial

Reunião com as Zeladoras da Mãe Rainha, dia 22 de agosto, domingo às 14h00, no salão paroquial.

ESCALA DE MINISTROS DA PALAVRA PARA AS MISSAS

CELEBRADAS NA IGREJA MATRIZ
Sábado 21/08 - 19h00
1ª Leitura: Valter Emílio da Fonseca
Salmo: Paulo Augusto de Almeida
2ª Leitura: Cacilda Stecca

Domingo 22/08 - 19h00
1ª Leitura: Eunice C. Santos Silva
Salmo: Sandro Nicioli Sales
2ª Leitura: Giodaime Humberto Faria

Direito à Vida e as Eleições de 2010 – Vida Limpa

www.presbiteros.com.br
Dom Antonio Augusto Dias Duarte


O direito à vida é o primeiro dos direitos naturais, é um dos direitos supra-estatais (como ensinava o eminente jurista Pontes de Miranda – Comentários à Constituição de 1946, 3ª ed., Tomo IV, pg. 242-243: “não existem conforme os cria ou regula a lei; existem a despeito das leis que os pretendem modificar ou conceituar. Não resultam das leis, precedem-nas; não têm o conteúdo que elas lhes dão, recebem-no do direito das gentes”), porque diz respeito à própria natureza humana e daí o seu caráter inviolável, intemporal e universal (cf. Manoel Gonçalves Filho, Comentários à Constituição Brasileira de 1988, Saraiva 1990, vol. I, p. 23).

Direito originário, condicionante dos demais direitos da personalidade – direito fundamental absoluto – o direito à vida é um direito-matriz, explicitamente mencionado no artigo 5º da Constituição Brasileira de 1988 (“à inviolabilidade do direito à vida” é gratuito ‘petreamente’, isto é, qualquer ação contra a vida, toda medida que permite interrompê-la em seu desenvolvimento intra-uterino ou em qualquer fase da existência, seja qual for a justificação, é, inequivocamente, inconstitucional e anticonstitucional e, portanto, um ato de lesa-sociedade).

Convém considerar que desde a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, o caráter laical do Estado Brasileiro marcou profundamente a legislação do país, e nas Constituições de 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988, tutelaram, e atualmente continua tutelando, os direitos humanos fundamentais: “à liberdade, à segurança individual e à propriedade” (Constituições de 1891, 1934, 1937), “à inviolabilidade dos direitos concernentes à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade” (Constituições de 1946, art. 141 e de 1967, art. 150), “à inviolabilidade do direito à vida” (Constituição de 1988, art. 5º).

Certamente esse Estado brasileiro laical, desvinculado logicamente da religião, mas respeitando todas as crenças existentes no Brasil, não se inspirou em princípios e em sentimentos religiosos ao redigir esses artigos que assegura constitucionalmente os direitos fundamentais dos seus cidadãos e certamente fundamentaram-se somente na dignidade da pessoa humana e não apenas na fé religiosa.

A ordem jurídica repetindo, – não só a religiosa – é quem socialmente exige o respeito e a proteção ao bem supremo da pessoa, que é a vida humana em todas as fases de suas manifestações. Reconhece assim que a vida humana jamais é uma concessão jurídico-estatal e, inclusive, o direito a ela transcende ao direito da pessoa sobre si mesma, mas é um direito natural anterior à constituição do Estado e da própria sociedade.

A pessoa humana não vive só para si, mas também, para a sociedade, e para o bem do Estado, já que ela não só é portadora de humanidade, mas é patrimônio da humanidade.

Nelson Hungria, conhecido e afamado jurista brasileiro, afirmava que quem pratica o aborto não opera ‘in materiam’, mas atua contra um ser humano na ante-sala da vida civil, o que acaba acarretando com esse ato homicida numa civilização da violência e da morte.

O titular da vida humana é unicamente a própria pessoa, que desde a sua concepção tem seus direitos garantidos (conforme o artigo 2º do Código Civil Brasileiro de 2002, o artigo 41 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e o preâmbulo da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança), e tem personalidade jurídica formal, desde seu momento inicial na fecundação, embora adquira só com o nascimento a sua personalidade jurídica material.

Ainda que não nascida tem capacidade de direito, não de exercício, devendo aos pais ou o curador zelar pelos interesses como são amparados pelo sistema jurídico brasileiro.

Não é válido portanto o argumento de que cabe à mulher o direito absoluto de dispor livremente da sua saúde reprodutiva, pois uma vez que há uma vida semelhante à sua no seu útero e em desenvolvimento, esse caráter absoluto deixa de existir. Uma vez que é mãe a sua saúde reprodutiva continuará sendo um direito associado a deveres constitucionais básicos: assistir socialmente ao filho (cf., art. 203), proporcionar-lhes alimento (cf., art. 5º, LVII), cuidar do filho se tem anomalias físicas ou psíquicas (cf, art. 227, § 1º, II). Inclusive se corre o risco de vida estando grávida ou se o filho resultou de um estrupo, deve saber que a vida humana concebida é um bem jurídico maior e qualquer ação contra ela é um crime horrendo, ainda que não se aplique uma pena contra ele (caput do artigo 128, do Código Penal Brasileiro). A exclusão da culpabilidade não significa a exclusão da juridicidade, já que o aborto sempre é um crime contra a pessoa humana (conforme o Título I – “Dos crimes contra a Pessoa”, parte especial do Código Penal Brasileiro).

O crime do aborto existe sempre e mesmo que haja discussão acadêmicas, política-partidárias, legislativas e, até mesmo, haja um plebiscito com resultado a favor do aborto legal, não se irá tornar ético um ato profundamente anti-ético, anti-social e, sobretudo, anti-natural e sangrento.

Nesse período de campanha eleitoral quando se procura uma renovação dos quadros executivos e legislativos do país e dos estados brasileiros o tema do aborto e demais temas correlatos – eutanásia, anticoncepção abortiva, distanásia, segurança pública, atendimento hospitalar público – podem ficar escondidos, sob o manto midiático de manchetes chamativas a respeito das pesquisas de opinião pública ou do crescimento econômico-social promovido por governantes e partidos a eles ligados.

O povo brasileiro não pode continuar sendo ingênuo e continuar na atitude de omissão política. O exemplo que ele deu na campanha ficha limpa é demonstrativo do seu poder transformador da sociedade.

É necessário que os brasileiros tirem a venda dos olhos e enxerguem com nitidez nos olhos dos seus candidatos e vejam neles a intenção, sem eufemismos de palavras, de defender realmente a vida humana desde a sua concepção até o seu final natural, que eles e elas mostrem nos seus programas de governo e nos seus projetos legislativos a vontade política de promover a natureza e a finalidade social da família brasileira fundada sobre o casamento entre o homem e a mulher, e que respeitem de verdade a inteligência dos cidadãos, não enganando-os mais com palavras e slogans políticos vazios.

Votar conscientemente é um direito e não só um dever político! Enganar conscientemente e “marqueteiramente” os eleitores é um crime contra a nação! Governar e legislar a favor da Vida Limpa, sem manchas ou poças sanguinolentas, é a esperança dos milhões de eleitores que são a favor da vida do brasileiro!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Veja a programação da Paróquia Santo Antônio até o próximo sábado

DIA 19 DE AGOSTO - QUINTA – FEIRA
14h00 – Missa no Asilo
19h30 – Reunião da Pastoral do Dizimo

DIA 20 DE AGOSTO – SEXTA FEIRA
19h30 – Reunião do Ministérios Litúrgicos

DIA 21 DE AGOSTO ¬– SÁBADO
14h30 – Reunião da Coordenação da Catequese
19h00 – Missa na Matriz
19h30 – Missa na comunidade Bom Jesus de Albertina

Comunicados

Encontro Paroquial das Comunidades no mês de Agosto será no dia 29, iniciando às 8h,( dia todo.) no santuário. Gostaríamos que pelo menos 5 membros de todas as comunidades, pastoral e movimento. Deixar o nome na secretaria.

Gostaríamos de Convidar todas as pastorais e movimentos para a reunião dos Ministérios Litúrgicos, dia 20 de agosto às 19h30, no salão paroquial. Sendo uma formação com um palestrante de fora.

A coordenação do grupo de jovens JUJA convida a todos para participarem da missa em ação de graças pelos 40 anos do grupo de jovens. A Celebração acontece no dia 04 de setembro às 19h, na Matriz. Gostaríamos de pedir que os antigos coordenadores se tiverem algum foto ou alguma história da sua época, por favor, entre em contato com a coordenação.

Presidenciáveis participam de primeiro debate organizado por emissoras católicas

Na próxima segunda-feira, 23, a TV Canção Nova em parceria com a TV Aparecida promovem um debate entre os presidenciáveis. O programa será transmitido ao vivo para todo o Brasil e alguns países, e a expectativa é que 100 milhões de pessoas acompanhem o momento.

De acordo com a superintendente da TV Canção Nova, Ana Paula Guimarães, a "intenção é dar oportunidade ao telespectador de conhecer melhor cada candidato, suas ideias e soluções para nossa sociedade não apenas no âmbito católico, mas em relação a todas as demandas da sociedade".

Para o jornalista José Maria Mayrink, do jornal O Estado de São Paulo, que será um dos debatedores, o programa irá chegar até a população dos lugares mais distantes do interior do país e irá proporcionar que esses brasileiros acompanhem com muita atenção um debate de alto nível. “A Igreja sempre teve um papel importante na moralização da política nacional. O exemplo mais recente foi o empenho para que fosse aprovada a lei da Ficha Limpa. Este debate é mais um serviço prestado à sociedade”, avalia Mayrink.

Outro debatedor, o jornalista Martin Andrada, editor-chefe do telejornal Século News, da TV Século XXI, acredita que a Igreja, suas comunidades e pastorais estão engajadas para contribuir com a democracia e o desenvolvimento do país. “Historicamente a CNBB sempre teve participação ativa na política brasileira e cada vez mais os católicos estão interessados em refletir e contribuir com os rumos do país. Essa iniciativa da TV Canção Nova e da Rede Aparecida corrobora a ideia de que o católico tem interesse na reflexão e no conteúdo”, afirma Andrada.

Para Raphael Leal, jornalista e missionário da Canção Nova, o debate fornecerá mais dados que irão auxiliar os católicos na escolha do candidato. “Desde que recebi o convite, comecei a me perguntar o que o povo católico e cristão gostaria de perguntar? Comecei a questionar alguns amigos para melhor representar esses questionamentos no debate. Assim, o católico terá a oportunidade de comparar os candidatos e tomar a melhor decisão”, analisa.

O debate acontecerá no auditório da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, a partir das 22h.

Fonte:www.cancaonova.com.br

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Partidos e candidatos: Qual é sua posição?

Card. Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
Artigo publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, dia 14.08.2010

A campanha eleitoral vai ganhando corpo e os eleitores são confrontados com os muitos pretendentes ao seu voto. Por enquanto, os “presidenciáveis” são colocados em maior evidência e quase não nos damos conta de que também estão em jogo os cargos de governador, senador, deputado federal e estadual.

Nas questões gerais, todos os gatos parecem pardos. Os candidatos mostram seus planos para a economia, a saúde, a educação, a segurança, o transporte, o meio ambiente… De todos é esperado que tenham ficha limpa, sejam honestos e transparentes no exercício do poder, promovam o bem comum e não apenas o de alguns setores da sociedade. Cabe ao eleitor ouvir, discernir e escolher os cidadãos probos, capazes de governar e legislar com sabedoria e prudência.

Clique aqui e tenha mais informações sobre o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral


Mas deveriam merecer atenção especial os projetos de partido e o rumo que se pretende imprimir ao país. Votamos em candidatos, mas quem dita as regras é o partido. Qual é a ideologia do partido e sua proposta para o exercício do poder? As diferenças entre os partidos e os candidatos aparecem especialmente nas políticas públicas que desejam desenvolver.

Os eleitores querem saber, e têm esse direito, sobre quais serão as políticas sociais para a superação das gritantes desigualdades e o alcance da equidade e da justiça social, como convém a um país que se pretende grande na economia e importante no cenário internacional. Como se posicionam candidatos e partidos sobre os direitos humanos fundamentais? Parece questão pacífica, mas não é, pois nem tudo é claro nos programas de direitos humanos. A questão não pode ser deixada apenas à ação de grupos de pressão, nem ao cálculo de conveniências nas relações internacionais. Por falar nisso, qual será a posição do futuro governo nas questões de política externa? E quem serão os amigos preferenciais do Brasil?

Poucos duvidam da importância da família para a pessoa, a sociedade e a nação. No entanto, a família não é tema de debates políticos. Estudos sociológicos têm demonstrado que a ausência da família, ou a impossibilidade de cumprir a missão que lhe é própria, está na origem de graves males; quando um governo descuida e desprotege a família, deixa uma herança pesada de problemas à sociedade e chama a si muitas responsabilidades que poderiam ser bem melhor assumidas pela família, que tem um papel social insubstituível; por isso ela merece toda a atenção dos governantes e legisladores. Não seria hora de ter no Governo brasileiro um Ministério voltado para as questões da família?

A família precisa de políticas públicas para o acesso à moradia digna, alimentação e educação de qualidade. O trato privilegiado da saúde materna e infantil seria um investimento de elevado retorno social; a adoção poderia ser mais incentivada; a educação sexual não deveria ser desvinculada da formação para atitudes eticamente e socialmente responsáveis, nem dos valores do casamento e da família bem constituída, condições para acolher bem os novos brasileirinhos. Será que é bom para o futuro do país que um percentual elevado de crianças nasça fora de uma família constituída? Que a sustentação e educação do filho fique a cargo de um dos genitores apenas? Os programas de repressão da natalidade levaram o Brasil a uma queda brusca do número de filhos por casal e isso foi celebrado como um avanço importante. Seremos, em breve, uma população de idosos, como já acontece em outros países, e os governos precisarão fazer políticas de incentivo à natalidade…

Questão espinhosa para os candidatos é o pleno respeito à dignidade da pessoa e à sua vida em todos os momentos do existir. Questões como o aborto, a eutanásia, a manipulação de seres humanos nas pesquisas científicas acabam sendo evitadas, ou tratadas de maneira evasiva: “Vamos tratar disso como questão de saúde pública…” “Vamos submeter a um plebiscito…” O direito à vida não pode ser submetido ao arbítrio da maioria. O aborto deveria, sim, ser tratado como questão de saúde pública, mas para melhor proteger a vida dos nascituros contra toda agressão, amparar as gestantes, dando-lhes condições de levar a gravidez até o fim e de dar à luz com dignidade a seus bebês. Gravidez e maternidade não são enfermidades! Mas se, por saúde pública, é sinalizada a facilitação ou a legalização do aborto, não estamos mais diante de uma política de saúde. Inútil abrandar as coisas com conceitos como “despenalização do aborto” ou “antecipação do parto”. A crua realidade não muda e o aborto voluntário é sempre a supressão direta da vida de um ser humano.

Política pública de saúde seria também a aplicação da lei em vigor, fechando as clínicas clandestinas de abortos e penalizando os responsáveis! Seria ainda a oferta de apoio efetivo às gestantes em dificuldades, bem o chamado à responsabilidade do pai biológico e o cumprimento da lei em vigor, no que se refere à proteção e defesa da mãe e do filho ainda por nascer. Com freqüência ouvem-se cálculos, de fato nunca comprovados, de que no Brasil os abortos clandestinos seriam mais de um milhão por ano. Um milhão de seres humanos eliminados antes de nascer! E, com eles, muitas mulheres morrem ou levam problemas para o resto da vida! Isso deveria merecer alguma atenção política!

Os candidatos aos cargos de deputado federal e senador, se eleitos, terão a responsabilidade de fazer leis sobre essas questões. Suas posições e as de seus partidos, sobre o assunto são conhecidas? Os eleitores têm o direito de saber, para votar conscientemente.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Precisa-se de consagrados e consagradas

Irmã Maura Aparecida de Abreu

Em tempos pós-modernos a Igreja e a sociedade do III Milênio precisa de consagrados e consagradas que sejam:
Homens e mulheres do seu tempo, plenamente humanos/as que se sentem filhos e filhas amados/as por Deus, chamados e chamadas, enviados e enviadas a ser manifestação do Amor de Deus para a humanidade, em especial aos pobres e pequeninos.

Homens e mulheres apaixonados/as por Jesus Cristo e por sua proposta de vida, capazes de entregar generosamente suas vidas pela concretização do Reino.

Homens e mulheres que testemunham pela sua vida que é possível amar plenamente as pessoas e viver de forma livre frente aos bens e à própria vida.

Homens e mulheres que buscam, acima de tudo, viver uma espiritualidade profunda e integrada, sendo sensíveis aos apelos de Deus presente nos sinais dos tempos e no cotidiano da vida.

Homens e mulheres criativos/as corajosos e capazes de ultrapassar fronteiras culturais, étnicas e geográficas para anunciar o Evangelho da vida e da esperança.

Homens e mulheres do povo capazes de em tudo amar e servir, comprometidos com a construção de uma sociedade fundada em novas relações de gênero e com o cosmo, em novas relações políticas, econômicas e sociais.

Homens e mulheres que se sentem desafiados/as a ser presença profética e solidária revelando o rosto de um Deus que continua vendo e ouvindo os gritos de tantos excluídos pelo sistema de economia neo-liberal, de um Deus que continua descendo para libertar; resgatar e promover a vida de seu povo através da missão de cada consagrado e consagrada.

Homens e mulheres que ao encontrarem com o Ressuscitado nos “Caminhos de Emaús” deixam se abrasar pelo seu amor e ousam voltar para tantas “Jerusalém dos nossos dias e ali anunciam com entusiasmo que vale a pena viver segundo o Projeto de Vida anunciado e vivido pelo Mestre.

Homens e mulheres desafiados a deixarem constantemente a beira da praia as seguranças e as estruturas que não correspondem com o testemunho fiel do Evangelho, para avançar em águas mais profundas na vivencia de uma Vida Religiosa refundada, criativa, solidária, profética e sinal da presença do Reino de Deus no meio do povo, no atual momento da história.

Este é o Projeto vivo da Vida Religiosa Consagrada. Lembre-se: O mundo está carente de pessoas que se disponha a viver esse projeto, a abraçar essa causa tão nobre na construção do Reino.

Agenda Paroquial - 16 a 21 de agosto

DIA 17 DE AGOSTO – TERÇA-FEIRA
19h30 – Missa no Fubá
19h30 – Missa no Mons. Dutra

DIA 18 DE AGOSTO - QUARTA- FEIRA
11h15 – Missa dos trabalhadores
19h00 – Missa na Matriz – Em Louvor a mãe Rainha
19h30 – Missa Stecca
19h30 – Reunião do Apostolado da Oração

DIA 19 DE AGOSTO ¬– QUINTA – FEIRA
14h00 – Missa no Asilo
19h30 – Reunião da Pastoral do Dizimo

DIA 20 DE AGOSTO – SEXTA FEIRA
19h30 – Reunião do Ministérios Litúrgicos

DIA 21 DE AGOSTO ¬– SÁBADO
14h30 – Reunião da Coordenação da Catequese
19h00 – Missa na Matriz
19h30 – Missa na comunidade Bom Jesus de Albertina

Comunicados
Encontro Paroquial das Comunidades no mês de Agosto será no dia 29, iniciando às 8h,( dia todo.) no santuário. Gostaríamos que pelo menos 5 membros de todas as comunidades, pastoral e movimento. Deixar o nome na secretaria.

Gostaríamos de Convidar todas as pastorais e movimentos para a reunião dos Ministérios Litúrgicos, dia 20 de agosto às 19h30, no salão paroquial. Sendo uma formação com um palestrante de fora.

A coordenação do grupo de jovens JUJA convida a todos para participarem da missa em ação de graças pelos 40 anos do grupo de jovens. A Celebração acontece no dia 04 de setembro às 19h, na Matriz. Gostaríamos de pedir que os antigos coordenadores se tiverem algum foto ou alguma história da sua época, por favor, entre em contato com a coordenação.

Jornada Mundial da Juventude: falta 1 ano para encontro em Madri

Fonte: Site Canção Nova

Esta segunda-feira, 16, marca o início da contagem regressiva para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2011. O evento acontecerá em Madri, capital espanhola, e terá início daqui a exatamente um ano, entre os dias 16 e 21 de agosto. São esperados cerca de 2 milhões de jovens de todo o mundo.

Para marcar a data, a organização do encontro lançou uma nova campanha, com vídeos promocionais, e novidades para quem deseja colaborar com o Fundo de Solidariedade - inciativa que pretende viabilizar a participação de jovens de países economicamente desfavorecidos na JMJ.

Há pouco mais de dois anos, terminava a última edição da JMJ, em Sydney (Austrália). No final de julho de 2008, após a missa de encerramento do evento, o Papa anunciou qual seria a próxima sede da Jornada: "Espero vê-los, novamente, em três anos. A JMJ 2011 acontecerá em Madrid, Espanha". Após o esperado anúncio, centenas de jovens espanhóis, que haviam ido à Jornada Australiana, pulavam e celebravam a nomeação sob a plataforma em que se encontrava o Papa.

O jovem madrileno Jorge Boada estava entre os que se encontravam abaixo da plataforma: "Estar em Sidney foi uma experiência incrível, pessoas de tantos países com as quais se tinha uma conexão imediata, a proximidade, o sentido de Igreja", recorda, emocionado.

Desta vez, Jorge está trabalhando para a Secretaria Geral da JMJ. Agora, experimenta a Jornada Mundial da Juventude a partir de outra perspectiva: a do anfitrião, que não quer que nada dê errado. "Após ter vivido uma JMJ, é um desafio tentar que os outros a possam viver da mesma forma ou, inclusive, até de forma melhor".

Jovens de todo o mundo já estão preparando seus pertences para ir a Madri. Vários países publicaram suas estimativas de participantes: mais de 100 mil italianos, 50 mil poloneses, 70 mil franceses e mais de 25 mil que se esperam dos EUA.

O que espera os jovens em Madri?
A edição de Madrid da JMJ será predominantemente urbana. Os principais eventos da celebração serão realizados no centro de Madri. O ambiente da Praça de Cibeles será o espaço que acolherá os eventos envolvendo a maior participação pública: a Missa inaugural, as boas-vindas ao Papa e a celebração da Via Crucis. No sábado, 20 de agosto, os participantes se deslocarão para o aeródromo de Cuatro Vientos, um local histórico – primeiro aeroporto construído na Espanha –, que completará 100 anos em 2011. Aos que passarem a noite no aeródromo, o sol os despertará em torno das 7h30min.

Precisamente Cuatro Vientos acolheu, em maio de 2003, um dos principais eventos da última visita do Papa João Paulo II à Espanha. Mais de 250 mil pessoas puderam ouvir o Papa anterior dizer: "Sou um jovem de 83 anos".

Desta vez, o encontro com o Papa será em agosto, um mês geralmente quente em Madri. Nos últimos anos, as médias diárias em meados deste mês ficaram entre 26 e 30ºC. As noites dão uma trégua aos habitantes da cidade, quando a temperatura cai para 20ºC.

Enquanto isso, a Cruz dos jovens segue peregrinando por distintas dioceses espanholas. Depois de passar pelas regiões de Madri, Canárias, La Rioja, Catalunha, Murcia e Galícia, o vizinho Portugal a recebeu em Agosto. No seu regresso, em setembro, Navarra será a primeira das comunidades a acolhê-la, até que participe dos atos da JMJ de Madri no próximo verão.

Dentro de exatamente um ano, as ruas de Madri estarão cheias de jovens vindos de todas as partes do mundo para protagonizar um dos acontecimentos que reúne um dos maiores públicos no planeta, cujo objetivo é permitir um encontro pessoal com Jesus Cristo.

domingo, 15 de agosto de 2010

Bento XVI explica significado da festa da Assunção de Nossa Senhora

Na oração mariana do Ângelus deste domingo, 15, o Papa Bento XVI explicou que, "na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, celebramos a passagem da condição terrena à bem-aventurança celeste daquela que gerou na carne e acolheu na fé o Senhor da Vida".
O Santo Padre lembrou que a veneração da Virgem Maria acompanha desde o início a caminhada da Igreja e a partir do século IV surgem festas marianas. "Em algumas é evidenciada a função da Virgem na história da salvação, em outras são celebrados os momentos principais de sua existência terrena", disse o Papa.

Bento XVI ressaltou que o significado da festa de hoje está contido na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, promulgada pelo Venerável Papa Pio XII em 1° de novembro de 1950. "A Imaculada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, concluída sua vida terrena, foi assunta ao céu na glória celeste em corpo e alma", afirma o documento.

"Artistas de todas as épocas pintaram e esculpiram a santidade da Mãe do Senhor adornando igrejas e santuários. Poetas, escritores e músicos tributaram honras à Virgem com hinos e cantos litúrgicos. Do oriente ao ocidente a Mãe do Céu é invocada como santíssima que traz o Filho de Deus nos braços, cuja proteção toda humanidade encontra refúgio com a antiga oração: 'À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mais livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita', destacou o Papa.

Bento XVI ressaltou que no Evangelho de hoje, São Lucas descreve a plenitude da salvação através da Virgem Maria. No seio de Maria o Onipotente se fez pequeno e Maria depois do anúncio do Anjo visita a sua prima Isabel para levá-la o Salvador do mundo. As duas mulheres, que esperavam a realização das promessas divinas, saboreiam agora a alegria da vinda do Reino de Deus, a alegria da salvação.

Bento XVI exortou os fiéis a confiarem em Maria que "assunta ao céu, não renunciou à sua missão de intercessão e salvação", citando as palavras do Papa Paulo VI.

O Papa pediu à Virgem Maria, guia dos Apóstolos, auxílio dos Mártires e luz dos santos, para que nos acompanhe nesta vida terrena e nos acolha um dia junto de seu Filho Jesus.

sábado, 14 de agosto de 2010

Roteiro Homilético – Assunção de Nossa Senhora (Lc 1, 39-56)

Breve Comentário
O cântico de Maria descreve o programa que Deus tinha começado a realizar desde o começo, que ele prosseguiu em Maria e que cumpre agora na Igreja, para todos os tempos. Pela Visitação que teve lugar na Judeia, Maria levava Jesus pelos caminhos da terra.

Pela Dormição e pela Assunção, é Jesus que leva a sua mãe pelos caminhos celestes, para o templo eterno, para uma Visitação definitiva. Nesta festa, com Maria, proclamamos a obra grandiosa de Deus, que chama a humanidade a se juntar a ele pelo caminho da ressurreição.

Em Maria, Ele já realizou a sua obra na totalidade; com ela, nós proclamamos: “dispersou os soberbos, exaltou os humildes”. Os humildes são aqueles que crêem no cumprimento das palavras de Deus e se põem a caminho, aqueles que acolhem até ao mais íntimo do seu ser a Vida nova, Cristo, para o levar ao nosso mundo. Deus debruça-se sobre eles e cumpre neles maravilhas.

Rezar por Maria.
Frequentemente, ouvimos a expressão: “rezar à Virgem Maria”… Esta maneira de falar não é absolutamente exacta, porque a oração cristã dirige-se a Deus, ao Pai, ao Filho e ao Espírito: só Deus atende a oração. Os nossos irmãos protestantes que, contrariamente ao que se pretende, por vezes têm a mesma fé que os católicos e os ortodoxos na Virgem Maria Mãe de Deus, recordam-nos que Maria é e se diz ela própria a Serva do Senhor.Rezar por Maria é pedir que ela reze por nós: “Rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte!” A sua intervenção maternal em Caná resume bem a sua intercessão em nosso favor. Ela é nossa “advogada” e diz-nos: “Fazei tudo o que Ele vos disser!”

Rezar com Maria.
Ela está ao nosso lado para nos levar na oração, como uma mãe sustenta a palavra balbuciante do seu filho. Na glória de Deus, na qual nós a honramos hoje, ela prossegue a missão que Jesus lhe confiou sobre a Cruz: “Eis o teu Filho!” Rezar com Maria, mais que nos ajoelharmos diante dela, é ajoelhar-se ao seu lado para nos juntarmos à sua oração. Ela acompanha-nos e guia-nos na nossa caminhada junto de Deus.

Rezar como Maria.
Aprendemos junto de Maria os caminhos da oração. Na escola daquela que “guardava e meditava no seu coração” os acontecimentos do nascimento e da infância de Jesus, nós meditamos o Evangelho e, à luz do Espírito Santo, avançamos nos caminhos da verdade. A nossa oração torna-se acção de graças no eco ao Magnificat. Pomos os nossos passos nos passos de Maria para dizer com ela na confiança: “que tudo seja feito segundo a tua Palavra, Senhor!”